
Apesar de já ter nascido moderna, a Internet não parou no tempo. Em apenas seis anos, o Webdesign evoluiu de uma forma tão significativa que quase não há semelhanças entre os primeiros layouts dos websites mais populares com os desenhos atuais.
Inicialmente, as páginas para a Web eram construídas por uma pequena minoria, que dominava basicamente a linguagem HTML. Ainda não ocorria a idéia de preocupação com o design e a apresentação gráfica na internet, já que os websites brasileiros ainda contavam com uma infra-estrutura muito pequena (eram os primeiros provedores de serviço de internet ou websites informativos, bem como os primeiros mecanismos de busca). Passado algum tempo, o acelerado crescimento do setor obrigou as empresas que possuiám websites a investirem na diferenciação de sues domínios. Uma corrida contra o tempo, que também incentivou o aperfeiçoamento dos softwares para criação de layouts e aplicativos para a web.
Competitividade, novos recursos, correr contra o tempo. O ponto de partida para, assim pode-se dizer, o surgimento do webdesign. Contava agora para as empresas, que desejavam destacar-se e permancecer no mercado virtual, um visual agradável e, ao mesmo tempo, chamativo, que dispusesse na própria home page amostras de todo o conteúdo e recursos que o website podia oferecer ao usuário.
O estudo da concepção visual da Internet chamou a atenção dos designers gráficos que, descobriram e aperfeiçoaram o uso de ferramentas avançadas de criação gráfica. Emergia rapidamente um novo profissional, o webdesigner, cujos talentos deveriam estar voltados a cuidar do visual e da construção completa (desde montagem de tabelas até recursos dinâmicos) de um website.
A popularização da internet trouxe a todos a vontade de possuir um website ou, ao menos, marcar presença na rede. A busca dessa identidade virtual foi o ponto de partida para a febre dos cursos de webdesign em todo o Brasil.
Com a internet (e sua manipulação) ao alcance de todos, iniciou-se uma interminável discussão sobre os rumos do webdesign. A evolução deste ramo em apenas alguns anos elevou-o ao status de arte e, sem dúvida, essa é a categoria mais apropriada para o remetermos. Assim como o design de ambientes, que une a beleza das formas à funcionalidade e conforto, o Webdesign estuda as melhores soluções para a apresentação de um conteúdo na Web, através de gráficos bem estruturados e disposição simplificada e de fácil entendimento ao usuário.
Infelizmente, na prática, isso não ocorre com a desejada precisão. Atualmente, a web encontra-se tomada por milhares de sites construídos aleatoriamente, sem estudos prévios de diagramação ou noções de composição de gráficos profissionais. Além de contribuir indiretamente com a poluição da rede, com sites cada vez mais amadores e desorganizados, os cursinhos de webdesign não passam aos seus alunos as noções fundamentais do design de internet.
O design em todos os seus aspectos e segmentos, preza pela criatividade e eterna busca de inovação. No entanto, tamanha liberdade, dependendo do destino ao qual é aplicada, exige determinadas regras e preceitos básicos. Um website de sucesso é aquele que atende aquilo a que se destina, ou seja, satisfaz o usuário na sua busca por informação ou por aquilo que deseja. Aliado a isso, está o profissionalismo de um site bem estruturado visualmente, com as corretas combinação de cores, sem excessos de animações e trechos sem explicação aparente. Internet é sinônimo de dinamismo, e os websites precisam encaixar-se neste padrão para terem sucesso.